
Nesta terça-feira (10), a comunidade do açude Santo Antônio do Aracatiaçu, reuniu-se para avaliar os resultados da Operação 2025.2 e receber informações sobre a Operação Emergencial 2026.1. Conduzida pelo Coordenador de Gestão Participativa, Victor Albuquerque, o encontro contou com a presença de representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sobral, Defesa Civil de Sobral, Prefeitura Municipal de Sobral, Balneário Brisa do Açude, Departamento Nacional de Obras e Secas de Forquilha, Delegacia Sindical de Aracatiaçu, Conselho Local de Saúde de Aracatiaçu, Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Sobral e Associação Comunitária de Comunicação e Cultura de Aracatiaçu, além de vazanteiros e usuários de água.
A iniciativa foi realizada no Centro de Pastoral Monsenhor Odilon Marinho de Pinho, localizado no distrito de Aracatiaçu em Sobral.
Informes

O Gerente Regional, Raimundo Laranjeira falou acerca da limpeza das comportas do açude Santo Antônio de Aracatiaçu. Na ocasião foi informado que, no dia 18 de novembro de 2025, uma equipe de mergulho contratada pela Cogerh realizou a remoção de sacos de ráfia próximos às comportas. Durante a atividade, foi identificado um defeito em uma das comportas, que necessita de reparo, tornando o açude temporariamente inoperável. Diante da situação, a Cogerh acionará o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), responsável pela infraestrutura do reservatório, para a realização da manutenção necessária.
Sobre a solicitação do projeto de sifão, foi informado que a demanda já se encontra na Gerência de Projetos da Cogerh. A regional deverá solicitar celeridade na conclusão do projeto, visando atender à demanda apresentada pela comunidade.
Operação 2025.2

O Coordenador do Núcleo de Operação da Gerência Regional do Litoral, Edson Braga, apresentou os resultados da Operação 2025.2. O açude Santo Antônio do Aracatiaçu encerrou a operação com um volume de 19,22 milhões de metros cúbicos, equivalente a 67,04% de sua capacidade total.
A previsão era que o açude Santo Antônio de Aracatiaçu chegaria ao final da operação com 17,37 milhões de metros cúbicos, o que representa 60,60% da sua capacidade.
Com isso é possível afirmar que houve um saldo positivo na operação, sendo esse valor de 1,85 milhões de metros cúbicos, o que representa 6,44% da sua capacidade.
Dados da Operação Emergencial 2026.1
Para o cálculo da simulação da operação emergencial, realizada entre 1 de fevereiro a 30 de junho deste ano, foi considerado um aporte mínimo equivalente ao menor valor registrado de aporte entre 2012 a 2019 e uma vazão de 35 litros por segundo para atender ao abastecimento humano.
Estima-se que com esse valor o açude alcance um volume 17,63 milhões de metros cúbicos ao final da operação emergencial, o que corresponde a 61,5% da sua capacidade total.
Situação Hídrica e Segurança no Abastecimento
O açude Santo Antônio do Aracatiaçu, está classificado como “Fora de criticidade”. Atualmente, o reservatório atende ao Distrito de Aracatiaçu garantindo abastecimento regular para essas localidades sem risco iminente de escassez.
Criação da Comissão Gestora
Na oportunidade, Victor Albuquerque apresentou o histórico do reservatório Santo Antônio de Aracatiaçu, dados de alocações anteriores, informações sobre as entrevistas concedidas para a realização do diagnóstico, bem como papel das Comissões Gestoras (CG). Após as discussões e esclarecimentos os presentes decidiram que, o mandado (2026-2030) da CG será composto da seguinte forma:
Usuários de Água
• Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE Sobral)
• Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Sobral
• Representação dos Vazanteiros
• Balneário Brisa do Açude
Sociedade Civil
• Sindicato dos Trabalhadores, Agricultores e Agricultoras Familiares de Sobral
• Conselho Local de Saúde de Aracatiaçu
• Coordenadoria Sindical de Aracatiaçu
• Associação Comunitária de Comunicação e Cultura de Aracatiaçu
Poder Público
• Prefeitura Municipal de Sobral
• Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS)
Participação
Participou também do encontro a Técnica do Núcleo do Núcleo de Gestão Participativa, Edilene Matoso.





